UMA ARAPUCA
A métrica é profana sei bem disso,
Uma armadilha feita uma arapuca
Quem bota sua mão nesta cumbuca
Não faz valer sequer tal compromisso
É como se no amor; matasse o viço,
Quem teima em desamor já se machuca
O verso sem ter ritmo enfim caduca
Não posso me calar, ficar omisso.
Eu te amo e na verdade sei que tudo
Não passa de ilusão, mas eu me iludo
E mudo de vontade se quiser.
Assim a poesia toma o senso,
Se em tréguas vez em quando ainda penso,
A guerra tem o nome de mulher...
MARCOS LOURES
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