segunda-feira, 29 de outubro de 2012

AS MARCAS DO QUE FOMOS

Nostálgico, procuro pelas ruas
As Marcas do que fomos no passado,
Estrelas envolvidas por mil luas,
O velho coração enamorado.

Enquanto as fantasias eram tuas,
O canto sob o céu enluarado
Distante dos meus olhos continuas
Procuro e nada vejo aqui do lado...

Seríamos dois pobres sonhadores,
Aguando com as lágrimas as flores
Que há tempos já murcharam. Nada resta

Apenas o luar enfumaçado,
E o verso sem sentido; embolorado,
E a serenata soa, vã, funesta...

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